EUCARISTIA: OS MILAGRES DE LANCIANO, SIENA E SANTARÉM



Lanciano, Itália

No século VIII, em um mosteiro em Lanciano, na Itália, um monge tinha dúvidas sobre a presença real de Jesus na Eucaristia. Quando ele acabou de proferir as palavras solenes da Consagração, a hóstia subitamente transformou-se em um círculo de carne, e o vinho transformou-se em sangue. A congregação acorreu ao altar, maravilhada pela visão, e começou a divulgar a notícia.

O milagre foi certificado e um documento com detalhes foi escrito em Grego e em Latim. Desde 1713, a carne está em uma moldura artística de prata e pedaços de sangue em um cálice de cristal artisticamente decorado.

Pelos séculos, autenticações foram feitas, mas a mais científica e completa delas foi a de 1970., realizada pelo Professor O. Linoli, especialista em anatomia, histologia patológica e microscopia química e clínica. Ele teve como assistente o Professor R. Bertolli, professor de anatomia humana. Entre as conclusões documentadas citam-se:

A carne e o sangue são reais.
A carne consiste de tecido muscular do coração (miocárdio).
A carne e o sangue pertencem à espécie humana e eles têm o mesmo tipo de sangue, AB.

A carne e o sangue foram conservados em recipientes não hermeticamente selados e, portanto, expostos à influência de agentes físicos, atmosféricos e biológicos. Sendo assim, a preservação da carne e do sangue, sem qualquer dano, continua a ser considerada um fenômeno extraordinário.

Siena, Itália

O milagre Eucarístico de Siena, na Itália, ocorreu na festa da Assunção da Virgem Maria. Em 14 de agosto de 1730, enquanto a maioria da população e dos clérigos assistiam aos serviço da vigília da festa, ladrões entraram na Igreja de São Francisco, que estava deserta. Abriram o cadeado do tabernáculo e levaram o cibório de ouro contendo as Hóstias consagradas. O roubo foi descoberto, na manhã seguinte, e o Arcebispo ordenou preces públicas em reparação. As autoridades civis iniciaram as buscas pelas Hóstias consagradas e pelos ladrões.

Dois dias depois, na Igreja de Sta. Maria, chamou a atenção de um padre algo branco aparecendo na fenda da caixa de ofertas. Quando a caixa foi aberta, encontraram muitas Hóstias, algumas suspensas por teias de aranha. Comparadas com as não consagradas usadas na Igreja de São Francisco, constatou-se que eram exatamente do mesmo tamanho e continham marcas iguais. No dia seguinte, acompanhado por um grande número de pessoas da cidade, o arcebispo Zondadari levou em procissão as Hóstias sagradas de volta para a Igreja de São Francisco.

Para espanto do clérigo, as Hóstias, que ainda estavam sujas, não tinham se deteriorado, permaneceram frescas e até mesmo retiveram um cheiro suave. Com o passar do tempo, os frades convenceram-se de que estavam testemunhando um milagre contínuo de preservação. Por anos, foram feitos exames periódicos. Em 1914, o Papa Pio X autorizou uma investigação por parte de destacados cientistas, professores e teólogos. O professor Grimaldi, o principal examinador químico, mais tarde declarou: "As partículas sagradas de pão sem fermento representam um exemplo de perfeita preservação... um fenômeno singular que inverte a lei natural da conservação de material orgânico. É um fato único nos anais da ciência."

Santarem, Portugal

Há 700 anos, na cidade de Santarem, próxima à Fátima, Portugal, uma feiticeira prometeu fazer com que o marido de uma pobre mulher voltasse a lhe ser fiel. O preço: uma Hóstia consagrada!

Após receber a Sagrada Comunhão, a mulher embrulhou a Hóstia no seu véu. Sangue começou a correr e pingar do tecido. Para evitar que passantes pensassem que ela estava machucada, ela correu para casa e escondeu o véu manchado de sangue e a Hóstia numa caixa. Durante a noite, uma luz misteriosa iluminou a casa inteira e a mulher foi obrigada a confessar o seu erro ao marido. Ambos rezaram e ajoelharam-se em Adoração até o alvorecer, quando chamaram o pároco.

A Hóstia foi levada em procissão à Igreja de São Estevão, onde foi coberta por cera e guardada no tabernáculo. Algum tempo depois, outro milagre ocorreu, quando foi visto que a cera partira-se em pedaços e a Hóstia estava miraculosamente guardada em um cibório de cristal. O nome da Igreja foi mais tarde mudado para "A Igreja do Sagrado Mistério".

Hoje, a Hóstia está ainda preservada e colocada num ostensório para a veneração dos peregrinos.

Maria Lúcia Neves da Silva Costa
Comunidade Teruah
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