Na Bíblia o termo aliança é importante e significa as bênçãos que Deus promete aos que lhe obedeçam. Deus tomou a iniciativa de ir se revelando aos homens pelos profetas e fazer sucessivas alianças: primeiro com Noé, a seguir com Abraão, com Moisés e com Davi. Com a vinda de CRISTO, o Messias prometido em profecia, Deus revela-se plenamente e estabelece a Nova Aliança.
A aliança com Noé Deus vendo a humanidade corrompida, pelo pecado e pelo politeísmo, dirige-se a Noé, um homem justo, e promete proteção a ele, a seus filhos e a sua posteridade (Gen. 6,18;). Salvou do dilúvio Noé e sua família e todos os seres vivos que estavam com eles e abençoou-os para criarem uma humanidade nova (Gen. 9,1-15).
A aliança com Abraão Diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC 59): "Para congregar a humanidade dispersa, Deus elegeu Abrão, ... para fazer dele Abraão, isto é, 'o pai de uma multidão de nações' (Gn 17,5)". E São Paulo na epístola aos Gálatas (3,7-8) diz: "Prevendo a Escritura que Deus justificaria os povos pagãos pela fé, anunciou esta boa nova a Abraão: Em ti todos os povos serão abençoados (Gen 18,18)". Os que têm fé são, portanto, os verdadeiros filhos de Abraão.
A aliança com Israel Deus formou Israel como seu povo, livrando-o da escravidão do Egito e estabelecendo-o no deserto do Sinai. E, por meio de Moisés, lhe deu os dez mandamentos. É a Aliança do Sinai, em que Deus quer que o povo o reconheça como o Deus único, pai zeloso e misericordioso para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos (Ex 19 ss; Deut 4ss). Israel é o povo daqueles a quem o Senhor falou em primeiro lugar; são os nossos irmãos mais velhos na fé de Abraão (CIC 63).
A aliança com Davi O Senhor protegeu Davi, livrando-o de seus inimigos e dando-lhe paz. Fez de Davi o chefe do povo de Israel e ele reinou com justiça e equidade. E pelo profeta Natã o Senhor fez com Davi uma aliança, prometendo firmar o seu reino para sempre e conceder graças não só a ele, como também à sua linhagem (2 Sam. 7; Sal 88;131).
A nova aliança Pelo profeta Jeremias, Deus já prometera uma nova aliança, diferente daquela que o seu povo violara (Jer 31,31-34). No tempo de Jesus as alianças continuavam a ter importância na teologia hebraica e o próprio Jesus usa o termo Nova Aliança. Na última ceia com seus discípulos, após tomar o cálice e dar graças, disse: "Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados" (Mat.26,26-28). "O Filho é a Palavra definitiva do Pai, de sorte que depois dele não haverá mais outra Revelação" (CIC 73). Como diz São João: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1,14).
(colaboração de Maria Lúcia)
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